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Além de boas intenções, Amazônia precisa de atuação. Instituições que agem para conservação da floresta podem ajudar a concretizar acordos internacionais de combate ao efeito estufa, caso do LIRA - Legado Integrado da Região Amazônica. A conferência da ONU sobre mudanças climáticas – COP26 – teve declarações políticas importantes e demonstrações de que governantes querem mudar o rumo de destruição das florestas. A projeção do corte de 30% nas emissões de metano e fim do desmatamento – principais provocadores do aquecimento da atmosfera – até 2030, contudo, aparece mais como uma sinalização de intenção, sem que tenha sido apresentado nenhum plano elaborado de execução. É aí que instituições atuantes no bioma podem ajudar, e muito.Segundo Fabiana Prado, coordenadora do projeto LIRA, iniciativa do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, uma das maneiras de contribuir para o enfrentamento do problema do desmatamento, por exemplo, é apoiar a proteção e gestão das áreas protegidas, que garantem o futuro da Amazônia por meio de seus ativos naturais e sabedoria ancestral dos povos da floresta.O LIRA promove o fortalecimento e a consolidação da gestão dessas áreas no Bioma Amazônico e colabora para que sejam desenvolvidas alternativas sustentáveis de produção para as populações desses territórios. “A intenção do Projeto é transformar as áreas protegidas em um polo de desenvolvimento regional e territorial, por meio de seus ativos naturais e sabedoria ancestral dos povos da floresta, possibilitando uma renda eficiente para a população local e o fortalecimento desses povos”, afirma Fabiana.

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