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  • 07/10/21
  • 18h03

Soluções baseadas na natureza. “Brasil pode se reposicionar no cenário mundial, inclusive economicamente”, defende a bióloga e coordenadora do Legado Integrado da Região Amazônica (Lira), Fabiana Prado, em artigo para a Folha de S. Paulo. O homem se distanciou da natureza. Em vez de trazê-la para perto do seu convívio, ao longo dos séculos o movimento foi de destruição e exploração. Lucra quem dilapida a mata e a torna pasto, plantações. Esse cenário desolador, porém, pode estar perto de mudar. E a semente foi plantada na Amazônia. O caminho catastrófico que a floresta vem seguindo pode ter se tornado seiva para uma nova economia que fortaleça soluções baseadas na natureza. Em outras palavras, o lucro estaria em conservar, não mais em destruir. Trata-se de um movimento que ganha força a cada dia. Segundo a International Union for Conservation of ​Nature (IUCN),  soluções baseadas na natureza (SBN) consistem em “ações para proteger, gerenciar de forma sustentável e restaurar ecossistemas naturais ou modificados, que abordem os desafios da sociedade de forma eficaz e adaptativa, proporcionando simultaneamente benefícios para o bem-estar humano e a biodiversidade”. Neste momento de recuperação da pandemia de covid-19, as SBN têm ganhado atenção mundial por promoverem a integração efetiva das agendas ambiental, social e urbana, além de aumentar a resiliência em eventuais novas crises pandêmicas. O Brasil pode se reposicionar no cenário mundial se investir em soluções baseadas na natureza e na consequente preservação dos ecossistemas.