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  • 26/11/22
  • 02h04

O encontro de parceiros da Rede Lira encerrou ontem com discussões sobre governança e o papel das associações representando povos e comunidades tradicionais. Cada uma das 55 organizações presentes ao evento trouxe sua história de luta por direitos e proteção da biodiversidade. Os desafios são muitos e diários, requerem persistência e força. Fazer esse encontro em Rondônia, reunir 70 pessoas e tantas organizações foi um alimento de esperança para cada um retornar ao seu território com a certeza de que não está sozinho."Cada pessoa que a gente conhece aqui renova nossas forças, renova nossas energias" disse Jéssica, representando o Instituto Maíra e a associação AMA II. O encontro terminou com um agradecimento especial da coordenadora do Lira/Ipê, Fabiana Prado, que lembrou o protagonismo das mulheres na Rede. “Temos nossas lutas e bandeiras, mas temos nossos sonhos e propósitos de vida. Acredito na força e na luta de cada um de vocês. Acredito nas mulheres e, com todo o respeito aos homens, incentivamos o protagonismo das mulheres dentro dos projetos. Isso é uma bandeira. Também incentivamos a força da juventude. Agradeço a força da Rede – vimos aqui o quanto é forte a colaboração”, disse ela. À noite, foi a vez de celebrar a cultura. Os participantes festejaram os 30 anos da asssociação Kanindé, que atua na defesa dos direitos humanos, dos povos originários e da conservação da sociobiodiversidade. Também assistiram ao documentário “O Território” produzido por indígenas e parceiros relatando a resistência do povo Uru-Eu-Wau-Wau. Bitaté, Neidinha e seus companheiros de vigilância inspiram a todos com a força diante de tantas violações. A comunicação se torna estratégia de sobrevivência, contra o apagamento e as notícias falsas que recaem sobre os povos da floresta. Saiba mais sobre o LIRA em: https://lira.ipe.org.br