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  • 23/06/22
  • 03h18

Jovens criam rede e buscam formação política para atuar na Amazônia. Indígenas, ribeirinhos, extrativistas e ativistas fazem curso para melhorar o entorno e trazer desenvolvimento sustentável para o local onde vivem. Como melhorar o lugar de onde se tira o sustento e desenvolvê-lo de forma sustentável? Em busca dessas respostas, indígenas, ribeirinhos, extrativistas e ativistas deram início ao curso Formação de Jovens Lideranças Transformando Territórios Amazônicos. O Seminário de Abertura aconteceu no início do mês (03 a 05 de junho), de maneira presencial, em Manaus e abordou o tema Ciência Política e Histórias das Ocupações da Amazônia. Depois serão mais sete módulos virtuais e como resultado final os alunos irão elaborar um plano de ação para seus territórios. O curso é uma iniciativa do LIRA- Legado Integrado da Região Amazônica, projeto do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas. “Como jovens futuros líderes, precisamos falar de política, porque ela está dentro de nós e é através dela que vamos trabalhar para o bem comum e buscar a nossa felicidade em nome do nosso povo. Representando minha comunidade, Paiter-Suruí, fico muito feliz em ter essa oportunidade de conhecer e aprender uns com os outros. É um momento muito importante”, diz Naraiamat Surui, da aldeia Paiter, coordenador do Centro das Plantas Medicinais Olawatawah e participante do curso. Estimular a formulação de políticas públicas efetivas que tragam impactos positivos frente às causas e direitos defendidos por indivíduos, organizações ou grupos, é uma prática do sistema democrático chamada de incidência política ou, no termo em inglês, advocacy. Para que seja exercida de maneira plena, é preciso ter uma base de conhecimento e informações, inclusive sobre a legislação, relacionados ao tema. Segundo Fabiana Prado, coordenadora do LIRA, fortalecer a compreensão política dos jovens sobre a importância das áreas protegidas, biodiversidade e floresta é uma questão central para o desenvolvimento sustentável e a conservação da floresta. “O curso foi construído para atender à necessidade de qualificar a atuação do jovem para o advocacy na agenda socioambiental. Já vínhamos apoiando redes de juventude da região com os projetos das Soluções Integradas do IPÊ e com o LIRA entendemos que poderíamos começar a desenhar esse processo de formação política”, diz.